Ás vezes pergunto a mim mesma porque andamos cá. Porque vivemos. Porque crescemos, respiramos ou brincamos. Porquê que temos de ser álguem, de fingir ou até mesmo de mentir sobre o que realmente queremos ou somos.
Pergunto se seremos os únicos. Os únicos que amamos, que sentimos e que queremos ser mais. Os únicos que olham para estrelas e lhes dão nomes. Os únicos que ouvem a chuva ou todos os sons que a natureza nos dá.
Por fim penso no que nos espera e pergunto se será alguma coisa. Se será álguem. Se alguém se irá lembrar de nós, do nosso nome ou de alguma coisa que tentámos fazer. Se se lembrará da forma como sorrimos quando precisámos , como choramos por aqueles que amámos ou como lutámos para alguma coisa acontecesse.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Van Gogh
Obrigado por seres assim. Por me ouvires e não responderes ( a não ser quando o meu saxofone da guinchos). Por me aturares, a mim e a todos os que te adoram. Por me mostrares o que é a verdadeira dedicação. Obrigado pelos sapatos, livros e roupas que me roeste. Pelas dores de cabeça que me deste. E pelos gritos que por tua causa ouvi. Obrigado pelos sorrisos que me fizeste mostrar-te, e também pelas coisas que me deixaste ensinar-te. Obrigado por não me deixares desistir e também por nao teres desistido . Obrigado porque graças a ti já comi mais 5 fatias de bolo de aniversário, já cantei mais 5 vezes os parabéns e já acendi mais 5 velas .Obrigado por gostares de comer tudo o que te damos ( menos limões) . Obrigado por, ás vezes , não seres muito chato. Obrigado por não me deixares sozinha. Por esperares por mim ao portão quando chego da escola. Obrigado por todos os momentos que proporcionaste. Obrigado pelo quanto me fizeste crescer. Obrigado, por tudo aquilo que me fizeste ver , viver e aprender. Obrigado, porque sei que apesar de não leres esta carta me vais dar um sorriso quando eu chegar ao pé de ti .
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Zero

Não é muito nem pouco. Não é excessivo, mas também não é reduzido. Não é demais ou sequer de menos . Não é branco . Nem preto. Não é par e pelo menos para mim, também não é ímpar. Não é fêmea, nem tão pouco macho. Não é plural ou singular. Não é aquilo que eu quero nem aquilo que anseio . Não o repugno ou o desprezo. Não o sou e também não o pretendo ser. Não o respeito, mas também não gozo com ele. Não te o prometo, e de modo algum te o desejo.Só não quero que invada tudo aquilo que tenho. Pelo menos por agora.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
O amor

Era uma vez um pequeno bichinho. Um bichinho que todos diziam que viam mas que só poucos o realmente conheciam. Não tinha penas nem tinha asas. Não tinha pernas nem pêlos. Tinha apenas uma coisa. Uma coisa que valia por todas e que para todas servia. O coração.
Gostava de sonhar e de ajudar. De aparecer quando todos menos esperava. De entrar na cabeça das pessoas e as fazer sorrir, imaginar e de tudo o que de bom acabar na silaba ar...
Ás vezes era mau. Terrivél e infiél. Mas perdoava e dava uma segunda oportunidade. A todos, os que a mereciam.
Era dificil de esquecer. Difícil de acreditar. Difícil de guardar. Díficil de preservar. Para alguns sem ele não se conseguiria viver. Para outros, bem para outros era apenas um bichinho. Pequenino e indefeso. Solitário e desarmado. Que todos querem, mas nem todos têm . Que todos vêm mas nem todos conhecem. Que todos exigem, mas nem todos pedem. Que todos abusam mas nem todos sentem.
terça-feira, 25 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
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Não sei bem quando começou. Nem porquê que começou. Talvez tenho sido num dia em que o Sol brilhava, em que o calor era de tal modo arrebatador que sentia o fraquejar da minha respiração, em que só queria estar na praia e sentir aquela brisa mágica e cativante. Ou talvez não. Talvez só me aptece-se fugir para casa por causa da chuva ou do frio, por causa de todas as coisas que queria esquecer, daquelas que nos invadem a mente como ervas daninhas, como melgas que nos sugam o sangue.Não sei. Realmente não sei mesmo. Só sei que sim. Sim e mais sim. Sim a tudo o que te disse que não. Sim, porque quando percebi já era tarde de mais. Sim porque sim. Sim porque , por agora, és tudo o que preciso. Desistir?
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
...............
Não era mais do que uma pequena brisa, nem menos do que um suave soprar. Pequena, deleitosa e cansada , ela caiu. Com ela levava tudo o que tinha. Todas os pesadelos, todos os choros e desassossegos. Todas as pequenas histórias e as grandes também. Os sonhos míudos, que disso não tinham passado. Os fracassos, que tinham confrontado e ensinado. Os sorrisos enganosos , mentirosos que contra ela tinham colidido.
Tal como um pequeno e carinhoso anjo, ela voou. Caiu e nem estremeceu. Pura, mas não inocente, acentou e depressa percebeu que estava a desaparecer. Prometeu sorrisos e amores. Sucessos e fracassos. Desgostos e abraços.
Perdida e acabada ,percebeu que estava sozinha. Que mais nenhuma lhe sucedia. Que mais nínguem iria aparecer. Não seria para sempre. Nem com todas as certezas. Apenas com o saber que para tudo isso se iria lutar. Como se o amnha não existisse. Como se tudo estivesse distante. Longicuo. E mais aliciante que nunca.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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