Não era mais do que uma pequena brisa, nem menos do que um suave soprar. Pequena, deleitosa e cansada , ela caiu. Com ela levava tudo o que tinha. Todas os pesadelos, todos os choros e desassossegos. Todas as pequenas histórias e as grandes também. Os sonhos míudos, que disso não tinham passado. Os fracassos, que tinham confrontado e ensinado. Os sorrisos enganosos , mentirosos que contra ela tinham colidido.
Tal como um pequeno e carinhoso anjo, ela voou. Caiu e nem estremeceu. Pura, mas não inocente, acentou e depressa percebeu que estava a desaparecer. Prometeu sorrisos e amores. Sucessos e fracassos. Desgostos e abraços.
Perdida e acabada ,percebeu que estava sozinha. Que mais nenhuma lhe sucedia. Que mais nínguem iria aparecer. Não seria para sempre. Nem com todas as certezas. Apenas com o saber que para tudo isso se iria lutar. Como se o amnha não existisse. Como se tudo estivesse distante. Longicuo. E mais aliciante que nunca.