quinta-feira, 8 de julho de 2010

Van Gogh

Obrigado por seres assim. Por me ouvires e não responderes ( a não ser quando o meu saxofone da guinchos). Por me aturares, a mim e a todos os que te adoram. Por me mostrares o que é a verdadeira dedicação. Obrigado pelos sapatos, livros e roupas que me roeste. Pelas dores de cabeça que me deste. E pelos gritos que por tua causa ouvi. Obrigado pelos sorrisos que me fizeste mostrar-te, e também pelas coisas que me deixaste ensinar-te. Obrigado por não me deixares desistir e também por nao teres desistido . Obrigado porque graças a ti já comi mais 5 fatias de bolo de aniversário, já cantei mais 5 vezes os parabéns e já acendi mais 5 velas .Obrigado por gostares de comer tudo o que te damos ( menos limões) . Obrigado por, ás vezes , não seres muito chato. Obrigado por não me deixares sozinha. Por esperares por mim ao portão quando chego da escola. Obrigado por todos os momentos que proporcionaste. Obrigado pelo quanto me fizeste crescer. Obrigado, por tudo aquilo que me fizeste ver , viver e aprender. Obrigado, porque sei que apesar de não leres esta carta me vais dar um sorriso quando eu chegar ao pé de ti .

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Zero


Não é muito nem pouco. Não é excessivo, mas também não é reduzido. Não é demais ou sequer de menos . Não é branco . Nem preto. Não é par e pelo menos para mim, também não é ímpar. Não é fêmea, nem tão pouco macho. Não é plural ou singular. Não é aquilo que eu quero nem aquilo que anseio . Não o repugno ou o desprezo. Não o sou e também não o pretendo ser. Não o respeito, mas também não gozo com ele. Não te o prometo, e de modo algum te o desejo.Só não quero que invada tudo aquilo que tenho. Pelo menos por agora.