quarta-feira, 15 de julho de 2009

...Capítulo 3

Três meses. Mais concretamente três meses , dois dias e sete horas.Por mais que queira vai ser impossível esquecer. Por mais psicólogos, psiquiatras, terapias e tratamentos nunca irei conseguir. Nunca irei apagar os pensamentos e pesadelos, acabar com o sofrimento e acordar para um novo dia. "I just wanna be ok , be ok ..." são as palavras avassaladoras que ainda invadem a minha mente. As palavras que antecederam a sua morte. As palavras que me distrairam e me fizeram olhar para ela. As palavras que ditaram o nosso destino.
O nascer do Sol calmo e sereno, o calor arrebatador, o clima tropical e um silêncio harmonioso quase perfeito. Para alguns a combinação perfeita para umas férias românticas e relaxadas. Para mim uma simples e complexa maneira de acalmar a dor , de escapar á rotina e tentar apagar todas as memórias e cicatrizes.
Nos ultímos dias, na minha pequena habitável cabana no meio de uma ilha das Caraíbas, comecei a escrever um livro, e a partir desse momento que algo fui invadido por uma estranha sensação: inicialmente de forma inocente e inofensiva mas que rapidamente se tornou traiçoeira, rápida e assustadora. Nada mais do que sensação de estar a ser espiado, vigiado e controlado. A sensação de que alguém me quer ver morto.
Porta destrancada. Demasiado Fácil. Três passos até estar nas costas do alvo.Ligeiros mas gesticulados. O movimento de levar a mão ao bolso. Silencioso e rápido.Um pouco de éter num pequeno pano branco,um golpe eficaz e mil doláres na conta na segunda feira seguinte.
" Sim senhor.Todos os vestígios foram eliminados. Estamos a caminho
."

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