terça-feira, 15 de setembro de 2009

Rumo

Ela estava sozinha. E sabia que por mais que caminhasse, por mais subidas que subisse, por mais descidas que descesse ia continuar perdida. Sem rumo ou direcção. Mas mesmo assim, não desistiu. Continuou , mesmo sabendo que o tempo se ia esgotar, que o coração não ia aguentar e que a esperança iria terminar. E foi no momento em que tudo se estava a esvaiar que , no meio de ruas desgostosas e amargas surgiu uma ruela onde a magia parecia nunca acabar. Uma pequena rua onde existiam mãos a apoiarem, corações ilimitados e sorrisos constantes. Uma pequena rua onde as cores testemunhavam a felicidade e inauguravam a palavra incondicional. Ela pensou que estava no céu, no paraíso ou em qualquer lugar diferente do mundo onde pensava que supostamente vivia . Continuo a caminhar até que á sua frente apareceu um rapaz . Não era loiro nem moreno . Não era alto nem baixo. Não era chato nem interessante. Era só e nada mais do que um rapaz para ela. Mas ela era mais do que isso para ele. Ela era a pessoa a quem ele ia mudar a vida. "Benvinda á rua do amor." E foi aí que ela percebeu que aquela rua não tinha fim. Que nunca ia acabar . Nem que alguma vez se iria gastar. E, como uma formiga que acaba de receber uma migalha, ela sorriu como nunca dantes o tinha feito.

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