quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Á primeira vista

Estava um dia de Sol , calor e poucas nuvens no céu . Uma suave brisa corria pelo ar fazendo mover , muito ligeiramente, as folhas das videiras em que as uvas transmontanas já começavam a escurecer. Um breve olhar a dezenas de metros bastou para que subitamente ela percebe-se que ele ia ser tudo para ela. Nesse dia mais do que nos outros, uma inexplicavél graciosidade invadia-o totalmente. O azul claro da sua camisola fazia com que os seus olhos brilhassem como antes ela nunca tinha visto num rapaz. Um azul de um mar exótico e cheio de corais. A cor do céu onde todos os deuses vivem. Sem se apreceber, acelerou o passo da caminhada. Os dolorosos sapatos que levava calçados deixaram de lhe causar dor. O maior sorriso da sua vida invadiu a sua cara . O bater do seu coração acelerou repentinamente. Nos 10 segundos que lhe restavam até chegar ao pé dele ,ela correu. Correu como se o amnhã não existisse. E , foi quando apenas poucos centímetros distanciavam os seus corpos que , para eles, o tempo parou. Ou pelo menos assim lhes pareceu ser.Ela não sabia nome dele. Ele não sabia o nome dela. Mas ambos sabiam que a atracção que unia os seus lábios era infinita. E que tudo o resto não interessava.

1 comentário:

Lurdes Viegas disse...

A simplicidade com qe deixas fluir os teus dedos por essas teclas com qe escreves, transforma-se numa ornamentação de manuelino, plena em palavras, mas cheia de sentimentos qe se encruzilham, formando um certo enredo ou uma simples corda entrelaçada em qe as paixoes, as desgraças, alegrias e tristezas apoderam-se de nós, transmitindo-nos, na minha opinião, aqilo qe tu pretendias, e muito mais, tal como uma nação se deixa levar pelo poder da esfera armilar :)